No final da manhã desta quarta-feira, 19 de março de 2020, o governador Eduardo Leite emitiu decreto onde coloca o Rio Grande do Sul em estado de calamidade pública.
Entre as medidas, está a proibição de viagens interestaduais e a restrição de itens comprados nos mercados. Decreto vale a partir desta quinta-feira (19).
A medida busca restringir a circulação de pessoas e evitar o contágio da doença. Até esta quinta, o estado tinha 28 casos confirmados de Covid-19, conforme a Secretaria Estadual de Saúde.
Mas antes disso, a sala de Reuniões da Prefeitura Municipal era palco de um importante encontro: os municípios da AMCserra estudavam medidas para contenção do coronavírus. dentre elas, a possibilidade de fechamento do comércio local.
Ao final da reunião – sem a presença da imprensa – Maninho Trevisan confirmou a intenção de fechamento do comércio local, algo ainda a ser estudado a partir do decreto estadual, que foi emitido logo mais tarde pelo Governo do Estado. A boa notícia é que não existe nenhum caso de coronavírus confirmado na região Centro-Serra, segundo a equipe médica presente no encontro.
Maninho, emocionado, expôs o drama desta decisão tomado pelos prefeitos da AMCserra:
“Antes que venha essa desgraça para Sobradinho, a gente se reuniu com os prefeitos e médicos além de uma enfermeira que esteve para pensar como conter a vinda dessa doença para nossa região.
Eu digo como prefeito e empresário, que sei das dificuldades que virão de ter de parar o comércio, mas é muito melhor parar uma semana ou quinze dias do que alguns dias enterrar um filho, a mulher, pai ou mãe.
A gente precisa nessa hora se abraçar e pensar na população. Encima do decreto do governo do Estado iremos tomar nossa decisão. Se aqui for semelhante a Santa Catarina, a ideia será deixar somente os serviços essências funcionando. A gente está meio emocionado de ter que falar um negócio desses jamais imaginei na minha vida ter que passar por uma situação dessas como prefeito. Acho que todos os prefeitos que estão aqui, nessa hora não gostaria de estar como prefeito”


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